Qualidade da internet no Brasil é péssima

Em tempos que as empresas de telefonia e internet no Brasil pretendem oferecer pacotes limitados de dados, querendo bloquear acessos caso ultrapasse o plano contratado, o Brasil é um dos país com as piores qualidades de conexão, de acordo com levantamento divulgado pelo Jornal Nacional.

O país com maior média de velocidade da internet é a Coreia do Sul, com 13 megabits e por lá os pacotes são limitados. Em seguida vem a Holanda e o Japão, esse último oferece internet ilimitada. Já aqui no Brasil, a média de velocidade e de 2 megabits e está na 93º posição de um ranking mundial.



Banda larga no Brasil

É curioso notar que muitas vezes pagamos mais por menos. A ANATEL - mesma entidade regulamentadora em telefonia em internet que defende os interesses das empresas de oferecer franquias - exige que as empresas entreguem apenas 80% do que foi contratado, isto é, se você contrata velocidade de 10 megabists por segundo, as empresas podem entregar mínimo de 8 megabits.

De acordo com o Marco  Civil da Internet (Lei 13116), as Disposições Gerais do Capítulo I afirma que o Estado e as empresas de internet são obrigadas de investir e garantir qualidade na conexão e tráfego. Mas o nosso país tem um dos piores sistemas. Quando há vários internautas usando a internet ao mesmo tempo, há sérias dificuldades de se conseguir eficiência.

População merece mais respeito


Se as empresas não conseguem sequer cumprir com as obrigações e o Estado não tem políticas práticas para manter a qualidade da internet no Brasil, por que oferecer franquias que desfavorecem tanto à população? Puro interesse do capital abusivo.

Ethevaldo Siqueira, jornalista especializado em comunicações, afirma que a demanda no país cresceu e a estrutura não acompanhou esse crescimento e a culpa por esse cenário é da própria ANATEL. “O governo arrecada R$ 9 bilhões por ano e só voltam R$ 700 milhões para o orçamento da Anatel e uma fração minúscula para pesquisa e desenvolvimento. Se fosse aplicado em telecomunicações, seria uma injeção de investimento muito importante exatamente para evitar o congestionamento”, diz o jornalista em entrevista para o Jornal Nacional.

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