Internet ilimitada no Brasil precisa de respeito

Quem evidenciou a chegada da internet na década de 1990 sabe o quanto a comunicação e o consumo da informação sofreu uma verdadeira revolução. Ao invés de fazer pesquisas demoradas em bibliotecas, em busca de livros que levariam quase o dia todo (ainda é importante e prazeroso, é claro), os conteúdos são facilmente encontrados.

Internet ilimitada no Brasil é fundamental
Os blogs deram aos usuários o poder de informar e opinar. Inicialmente, muitos desacreditavam dessa ferramenta, sendo alvo inclusive de jornalistas e especialistas da comunicação. Não substitui profissionais da comunicação, mas dá a oportunidade para todos gerarem o próprio conteúdo, compartilhar experiência e dá mais voz ativa no processo da criação das notícias. Os blogueiros passaram a ser fontes confiáveis, pois são alternativas contra a grande mídia que muita vezes são influenciadas pelo Estado (governo vigente) e anunciantes. Essa possibilidade sempre incomodou poderosos, políticos, grandes empresas e formadores de opiniões, pois muitos blogs conseguem questionar o que ocorre nas instituições públicas e privadas.

Não obstante, surgiram as redes sociais e a referência foi o Orkut, lançado em janeiro de 2004. As pessoas criaram relações, romperam distâncias, passaram a dar opiniões sobre tudo, críticas e elogios contra pessoas e empresas. Formam grupos e fóruns para compartilhar informações de interesse comum. A informação e a formação de opinião não se restringe mais à grande mídia, mas as pessoas comuns passam a ter voz ativa. Com o surgimento do Facebook e Twitter, tudo ganhou ainda mais força.



A Internet dissolve regimes políticos


Devemos lembrar que a Primavera Árabe, movimentos populares surgiram em 2011 contra os regimes autoritários em diversos países, como Egito, Líbia, Síria, entre outros. Em alguns casos, governantes caíram após brigas e mortes, como no Egito com a queda de Hosni Mubarak, e Líbia, Muammar Gaddafi. Esses movimentos foram organizados principalmente pelas redes socais, promovidos por pessoas que estavam no mundo ocidental e compartilhavam informações, críticas e denúncias contra os regimes em países árabes.

No Brasil, os políticos passaram a ser mais cobrados, criticados e acompanhados. A operação Lava-Jato, promovida pela Polícia Federal e alguns juízes de primeira instância, como Sergio Moro, desvenda uma enorme cadeia de corrupção no Estado, só ganhou notoriedade e é blindada contra os Poderosos justamente pelas iniciativas na internet, em redes socais e blogs.

Os movimentos que pediam o impeachment de Dilma Roussef, superando as manifestações contra Collor, foram organizados nas redes sociais. O governo do PT sofreu bastante com as ações populares na internet.

Agora uma pergunta: a internet é bem-vista pelos políticos? Claro que não. Impor limites de dados aos usuários não leva em consideração apenas o mercado, mas uma clara interferência para alguma forma limitar o poder que a internet deu aos brasileiros de se manifestar e consumir o conteúdo que desejar. Internet ilimitada no Brasil é fundamental para a sociedade ter voz ativa.



A sociedade não pode permitir que o Código de Defesa do Consumir e o Marco Civil da Internet sejam desrespeitados apenas para atender os interesses as empresas que visam mais lucros, dos políticos que são incomodados pela internet e da ANATEL, que ao invés de defender os interesses dos consumidores, está atrelada ao capital abusivo.

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