Empresas que defendem limite na internet brasileira

O Brasil vive diversas crises na política, economia, social, cultural, e inclusive no setor privado. Alguns segmentos de mercado querem aproveitar momentos de instabilidade para aumentarem lucros às custas dos consumidores. Em especial, por parte de algumas empresas de internet fixa que defendem o limite na internet no Brasil.

Empresas querem limite na internet no Brasil.

Tudo começou quando a empresa Vivo, que adquiriu a GVT, anunciou em fevereiro de 2016 que passaria a trabalhar com pacotes de franquias de internet limitada, como ocorre com a internet móvel. Essa decisão causou reação imediata por parte da sociedade e algumas instituições, como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ministério Público e alguns parlamentares.

A expectativa era que a ANATEL proibiria essa atitude no mercado, pois é evidente que o custo da internet no Brasil aumentaria, essa medida contraria a lei 12965, que regula a prática da internet em nosso país e obviamente não cumpre certos artigos do Código de Defesa do Consumidor. Mas o presidente da ANATEL, João Rezende, disse publicamente que a Era da internet ilimitada no Brasil estava chegando ao fim, e concorda com a prática. Ou seja, não cumpre seu papel de defender os interesses dos consumidores.

Até o momento, as empresas estão proibidas de oferecer franquias e muito menos de bloquear a internet quando o limite é atingido. Mas certamente que esses interesses obscuros votarão à pauta. A entidade resolveu discutir a matéria com a população, é plausível, porém ainda é perigoso surgir novas políticas em favor das empresas.



Empresas que declararam apoio às franquias e limite da internet no Brasil


→ Vivo, que adquiriu a GVT. Hoje representa pouco mais de 28% dos consumidores brasileiros.
→ Claro NET e Embratel: a prática acontece desde 2004, porém, a internet não é limitada quando os usuários atingem o limite de dados contrato. Mas a velocidade é reduzida para 2Mpbs. Representa 31% do mercado brasileiro.
→ OI: a empresa também adota franquias, mas sequer reduz a velocidade quando o limite contrato é atingido.

Empresas que afirmam não adotarem limite na internet brasileira


→ TIM e Algar: são as raras operadoras que afirmam não adotar planos de franquias e não possuem planos para adota-las.
→ Sercomtel: é uma companhia estatal da cidade de Londrina, que atende 110 mil consumidores. De acordo com a empresa, não pretende aderir à planos de franquias e muito menos limitar dados.

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