quinta-feira, 9 de março de 2017

Limitação da internet no Brasil tem frágeis justificativas

Ilustração sobre o limite da internet fixa
A prática de impor limite de internet não é nova e está presente em diversos países desenvolvidos, a exemplo os Estados Unidos. A experiência dos consumidores por lá pode ser uma base do que nós brasileiros enfrentaríamos caso o governo ceda aos interesses das empresas de telefonia e internet fixa do nosso país.


A Comcast é a maior operadora de internet fica dos Estados Unidos, detém 26% do mercado nacional e eles oferecem pacotes de franquias com limites, além de um plano ilimitado. Adivinhem. Para quem não deseja ter limite no uso de tráfego de dados deve pagar muito mais.

A caráter de comparação, para quem nasceu depois da década de 1990 talvez não se lembre, mas houve um tempo que a conexão com a internet era discada via modem, geralmente acoplado na placa do computador. Para não pagar por minuto mas somente por 1 pulso, muitas pessoas entravam na internet entre meia noite e seis hora da madrugada. Caso contrário, a cobrança vinha por minuto como se fosse uma ligação. Ou seja, era necessário ter controle na forma de consumir a internet.

A exemplo nas conexões em dispositivos móveis. Você não consegue assistir a muitos vídeos do Youtube por que isso vai ultrapassar sua franquia de dados. É esse tipo de serviço que as operadoras querem oferecer no Brasil, ao invés de resolverem o problema da qualidade e acessibilidade da internet para todos, desejam impor limites para faturar mais e deixar e encarecer o serviço.


Duvida? Reportagem do jornal norte-americano Wall Street Journal revela a realidade


Para quem opta por ter franquia com cota, teve de mudar drasticamente a forma como consome web em suas casas. Em reportagem feita pelo jornal Wall Street Journal, constatou essa dura realidade para os mais carentes por lá.

Rodger Rice, 51 anos, residente da cidade de Memphis, no estado do Tennessee, contou para a equipe de reportagem que usa dez horas por dia consumindo filmes na Amazon e na Netflix, mas que chega um determinado período do mês em que precisa interromper esse consumo para não ter sua velocidade de internet reduzida. Quando a operadora de internet avisa que o consumo de dados está chegando ao limite contratado, segundo ele, passa a assistir TV a cabo até o mês seguinte, quando pode voltar a ver seus programas nas plataformas de vídeo sob demanda.

O usuário norte-americano revela algo interessante. "Eu não teria TV paga se não fosse pelo limite de dados", disse ele ao repórter da Wall Street Journal. Quis aludir sob a hipótese de haver manobras para forçar os usuários a ter um TV a cabo por conta disso?

A limitação da internet no Brasil não faz sentido algum, por que quanto maior a demanda, basta investir na infraestrutura para geração de dados para atender a tal demanda. Não há outra ideia senão a necessidade ou ambição de aumentar os lucros das operadoras, afinal, é muito mais fácil impor franquia com limitações da internet do que investimentos.

0 comentários:

Postar um comentário